segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Namorada tem pleno e absoluto direito de veto ao corte do cabelo do ser amado. Deixo registrada aqui minha opinião. E aposto que todas as mulheres vão concordar.
domingo, 15 de novembro de 2009
O Felipe me manda uma mensagem às 3 da madrugada:
-A velvet tá bombando.
Eu respondo:
-E eu vendo tv. Ah, me manda para um asilo logo.
Ele não perde tempo:
-Ah, se eu fosse seu guardião.
Meia hora depois, a mensagem se espalha entre os amigos e recebo:
-Vou te mandar uma dentadura (Leo)
10 minutos depois, a Paula fala:
-Bom, ainda bem que você pode contar com os seus amigos nas horas mais difíceis, né.
Um arruma um lugar pra você morar e o outro cuida da sua estética
-A velvet tá bombando.
Eu respondo:
-E eu vendo tv. Ah, me manda para um asilo logo.
Ele não perde tempo:
-Ah, se eu fosse seu guardião.
Meia hora depois, a mensagem se espalha entre os amigos e recebo:
-Vou te mandar uma dentadura (Leo)
10 minutos depois, a Paula fala:
-Bom, ainda bem que você pode contar com os seus amigos nas horas mais difíceis, né.
Um arruma um lugar pra você morar e o outro cuida da sua estética
Alguém sabe?
-Passei 4 horas no salão hoje mudando completamente o cabelo. Me deu um medo de virar mulherzinha. Será que é preocupante?
-Eu e meu GPS estamos discordando muitíssimo no que diz respeito às rotas. Hoje, ele me fez ficar perdida na Savassi (pasmem, eu sei) pois eu resolvi ir na onda dele. E até agora quero saber como eu chegaria no Caiçara subindo a Rio Grande do Norte. Alguma idéia?
-Será possível se apaixonar duas vezes pela mesma pessoa? Se sim, é porque nunca deixamos de estar apaixonada in the first place?
-Quando a gente passa a achar uma só pessoa muito mais legal do que todas as outras é porque é hora de deixar a vida de solteira?
-Por que eu sempre acho que olhos azuis falam mais que os castanhos?
-Eu e meu GPS estamos discordando muitíssimo no que diz respeito às rotas. Hoje, ele me fez ficar perdida na Savassi (pasmem, eu sei) pois eu resolvi ir na onda dele. E até agora quero saber como eu chegaria no Caiçara subindo a Rio Grande do Norte. Alguma idéia?
-Será possível se apaixonar duas vezes pela mesma pessoa? Se sim, é porque nunca deixamos de estar apaixonada in the first place?
-Quando a gente passa a achar uma só pessoa muito mais legal do que todas as outras é porque é hora de deixar a vida de solteira?
-Por que eu sempre acho que olhos azuis falam mais que os castanhos?
sábado, 14 de novembro de 2009
A lei anti-fumo está chegando devargarzinho a BH. E os funcionários dos bares e boates já têm avisado sobre isso na chegada. Devo dizer que sou uma fumante convicta mesmo me considerando uma pessoa de inteligência razoável. Mas não sou contra a lei anti fumo. Fui ao Rio em uma boate e comprovei a deliciosa sensação de estar em um lugar fechado sem fumaça. E os lugares estão se adaptando bem, com fumódromos (onde conheci as melhores pessoas da viagem) e lugares para se praticar o burro hábito de fumar. E isso tudo é para dizer que os fumantes não estão sendo razoáveis ao reclamarem tanto ou nunca o foram. Fico mais feliz de saber que incomodo menos. Taí o meu registro de apoio à lei.
Certa vez, fui ao show da Rita Lee no Parque Mangabeiras com meu pai. Eu devia ter uns 13 anos e me achava muito esperta e importante. Foi quando me deparei, no meio da confusão, com um homem alto e extremamente humilde. Estranhei o fato visto que o ingresso era caro e o parque longe e tudo mais. E ele estava, não me esqueço de sua roupa, com um casaco jeans e uma calça surrada, assistindo ao show de braços cruzados. E era alto, muito alto e atrapalhava minha vista. Foi quando então, em alto e bom tom, reclamei do fato com meu pai, em um comentário extremamente preconceituoso em todos os sentidos: racial, social, etc.
O homem se virou para trás e não importa o quanto eu viva, nunca vou esquecer do seu rosto. E disse para meu pai que não havia tecido nenhum comentário ou não teve tempo de me repreender:
-O senhor me desculpe mas onde eu estou, ou eu fico na sua frente ou na frente da sua filha.
Esse homem, sem dúvida alguma, me fez ser quem sou hoje. E marcou profundamente meu respeito a outras pessoas. E hoje, não sei bem por que, me lembrei dele. E quis, sinceramente, agradecê lo.
O homem se virou para trás e não importa o quanto eu viva, nunca vou esquecer do seu rosto. E disse para meu pai que não havia tecido nenhum comentário ou não teve tempo de me repreender:
-O senhor me desculpe mas onde eu estou, ou eu fico na sua frente ou na frente da sua filha.
Esse homem, sem dúvida alguma, me fez ser quem sou hoje. E marcou profundamente meu respeito a outras pessoas. E hoje, não sei bem por que, me lembrei dele. E quis, sinceramente, agradecê lo.
Eu e o Bruno escutando o Leo explicar sobre a teoria tridimensional da linguística sistémico-funcional (será que é isso?) calados.Foi a noite que eu e Bruno nos sentimos burros. Ou aliviados. Ou não sei bem o que. Entrei na conversa tão ignorante a respeito da tridimensionalidade como eu saí. Intrigante como quase tudo existe e persiste sem que façamos a menor idéia.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Joguinho bobo
Você me convida só para eu recusar de coração partido quando não posso ir.
E me manda no meio da noite mensagens que me fazem abrir um sorriso que qualquer um nota.
Você some e quando percebe que quase não me lembro mais dos seus olhos claros, reaparece só para fazer charminho. E confere se ainda me faz ficar com frio na barriga. E vai embora satisfeita de ver que sim.
E eu, para não parecer muito boba, também jogo charminho. Digo que vou te ver se tiver tempo, ando muito ocupada. E você finge que entende.
E eu penso que sua boca é o lugar preferido dos meus lábios pois é quente e macia. Mas não te falo mesmo querendo te ver ficar vermelha de vergonha.
E você não me diz que pensa em mim sempre e naquele pedido que te fiz e que você recusou. Só quando você toma uma ou outra taça de vinho. Aí você confessa tudo, inclusive seu arrependimento.
E eu finjo que foi tudo passado mas é mentira e você sabe.
E, no final, tudo é medo. E um joguinho barato que ainda nos custará muito caro.
E me manda no meio da noite mensagens que me fazem abrir um sorriso que qualquer um nota.
Você some e quando percebe que quase não me lembro mais dos seus olhos claros, reaparece só para fazer charminho. E confere se ainda me faz ficar com frio na barriga. E vai embora satisfeita de ver que sim.
E eu, para não parecer muito boba, também jogo charminho. Digo que vou te ver se tiver tempo, ando muito ocupada. E você finge que entende.
E eu penso que sua boca é o lugar preferido dos meus lábios pois é quente e macia. Mas não te falo mesmo querendo te ver ficar vermelha de vergonha.
E você não me diz que pensa em mim sempre e naquele pedido que te fiz e que você recusou. Só quando você toma uma ou outra taça de vinho. Aí você confessa tudo, inclusive seu arrependimento.
E eu finjo que foi tudo passado mas é mentira e você sabe.
E, no final, tudo é medo. E um joguinho barato que ainda nos custará muito caro.
Para mim, menina-zona sul-só anda de carro-quanto é mesmo uma passagem de ônibus, andar pela área do Centro da Afonso Pena é um tratado antropológico. E um muito interessante. E hoje lá estava eu na loja da TIM tentando, durante horas seguidas, resolver a questão que me fazia estar tão chateada com a operadora. Enfim, me deparei com um senhor caquético, que andava e respirava com dificuldade, muito humilde, que estava sentado esperando pacientemente a sua vez. E o que mais me impressionou foi o seu olhar, muito, muito cansado. E imaginei aquele senhor na fila do SUS, naquele inferno que é resolver um simples problema de celular e demorar horas, pegando ônibus sem ter lugar de descansar o corpo cansado, tudo aquilo que deve ter feito aquele olho azul ficar assim tão abatido. E me deu uma tristeza que deixou toda a tarde triste. E me senti muito envergonhada de ser uma menina zona sul. Muito. Muito mesmo.
Um desejo
De vez em quando, gostaria que esse blog fosse pornográfico só para eu poder compartilhar algumas conversas e relatos impagáveis que eu escuto.
Fui o divertimento da noite do Marcelo ao explicar para ele e para o garçon como se fazia uma caipi vodka com água com gás. Descobrimos que a cerveja sem alcool estava quente e ele me perguntou se queria mudar de bar e eu disse que não, afinal, por que mudaria só por isso? Ele me respondeu de maneira genial:
-É porque você é alcoolotra por cerveja sem alcool.
Taí, sou mesmo. Admito. Meu nome é Mariana e sou alcoolotra por cerveja sem alcool. Infelizmente, não em recuperação.
-É porque você é alcoolotra por cerveja sem alcool.
Taí, sou mesmo. Admito. Meu nome é Mariana e sou alcoolotra por cerveja sem alcool. Infelizmente, não em recuperação.
Assinar:
Postagens (Atom)
